segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Cap 3 Eu tenho duas almas? PARTE 3



Eu achei que passaria direto para o cap 4 e 5. Mas resolvi terminar com um pouco de duvida xD.

Desculpem por ter parado as postagens massss por alguns movitos pessoais e falta de inspiração eu parei, mas to de volta e prometo postar com frequencia.

Ai vai... espero que gostem.



Alex – O que é mais importante para mim? – Disse abaixando a cabeça.
Incarna – Você precisa mesmo dessa resposta? Lembre-se do seu passado... O por que do seu pai ter jogado tudo para o alto.
Alex – ISSO NÃO ME INTERESSA MAIS! – Berrou com uma expressão de quem não queria tocar naquele assunto.

Seu braço direito começou a tremer, seus ossos pareciam agitados, querendo saltar da própria pele. As palavras de socorro vindo daquela caixa o estavam seduzindo, suas garras se esticaram a partir das unhas.

Alex – È só isso que eu devo sacrificar? ENTAO QUE SEJA! – Uma aura roxa brilhou em seus pés, e com uma investida, que só podia ser vista como um borrão ele acertou a corrente que aprisiona o ser dentro do caixote.

Poucos segundos antes do lacre ser acertado, a voz de sua Irma ecoou no aposento como um choro.

Lilith – NÃO! NÃO FAÇA!

Mas já era tarde, as pesadas correntes começaram a cair abrindo buracos no chão de mármore. A porta não se abriu, o silencio pairou ali por alguns segundos, nada havia acontecido.

Incarna – Pobre tolo, não sabe o tamanho do erro que aca...de...eter... – Disse seu Incarna se desfazendo em uma fumaça acinzentada.

Com um rangido baixo e agudo, a porta começo a se abrir, Alex assustado começou a se afastar, uma expressão de medo, incerteza estava marcada a fogo em seu rosto. O mesmo brilho roxo que havia aparecido nos pés de Alex antes, emanavam da caixa, e com um baque a porta saiu voando e passou raspando e levando um pedaço de sua bochecha. Não havia nada dentro, alem de uma densa fumaça.

O irmão levantou-se lentamente.

Alex – Era só isso? – Pensava... mas teve seu pensamento destruído pelo que começou a acontecer.

Aquela sombra densa que estava ali começou a tomar forma, parecia ter sua altura, mas não podia ser detalhada, era somente negra. Alguma coisa estava diferente, suas garras estavam maiores, haviam vários pares de asas negras, emplumadas. Lentamente a sombra mostrou pequenos olhos vermelho vivo que se abriam junto com um sorriso. Suas mandíbulas pingavam o que parecia ser a própria fumaça, porem ao tocar o chão, ela o corroia como se fosse ácido. Ela se aproximou a passos rápidos.

Alex – O que diabos é você ? – Disse desesperado, e como uma criança acuada tentando correr para o canto mais próximo sem nem tentar levantar.

Sombra – È estranho ouvir a palavra diabo vindo de alguém como você. – A voz era esganiçada, parecia de uma pessoa muito velha e fraca.
Sombra – Eu sou o seu futuro, eu sou o seu passado, eu sou aquele que vai fazer chover sangue no SEU mundo. Aquele que vai lhe dar o poder de ELIMINAR suas fraquezas. Fazê-lo ascender ao lugar onde devia estar desde o inicio! No TOPO DA FAMILIA! Quando for capaz de dominar sua verdadeira forma, nem mesmo sua querida amada vai conseguir lhe parar... E QUE COMECE OS JOGOS!

O corpo de sombras começou a se dissipar e a envolver Alex, mas não o tocavam.

Alex – ESPERA! PARA! – Gritava desesperado, pois nada podia ver ou ouvir.

A mesma voz de antes falou, mas dessa vez parecia vir de todos os lados.

‘’Que o caminho para o inferno seja aberto, E que o mal uma vez selado se erga novamente! Que os céus se tornem Fogo! E a água vire sangue! QUE TODOS OS SEUS INIMIGOS TREMAM PERANTE SEU NOVO PODER!’’

Ao termino da frase, aquela fumaça que o envolvia o atacou, entrando por seus poros, por sua boca, seus olhos, lutar era inútil.

No pequeno aposento onde Alex havia realizado o ritual, seu corpo se contorcia, e ele gritava, pedia por ajuda.Sua irmã desesperada tentava usar sua mágica para o curar, mas ele não estava ferido.

Lilith – Acorda! Acorda! Acorda, acorda... por favor... acorda... – Chorava em cima do corpo do seu amado.

Tudo parecia acabado, Lilith não sabia ao certo o que havia acontecido. Em uma fração de segundo ela estava sendo prensada contra a parede pelo próprio irmão, a parede atrás dela em formato do próprio corpo. A mão daquele que a segundo atrás estava deitado agora segurava seu pescoço, a pele podia ser vista sendo rasgada.

Lilith – O...que... – Disse engasgando.

Dois pares de asas agora estavam nas costas de Alex, seu ante-braço adquiriu uma crosta avermelha com alguns espinhos que mais pareciam ossos, suas garras entravam no pescoço de sua Irmã. Sua mandíbula estava maior e seus dentes pontiagudos pingando uma saliva verde. Seus olhos brilhavam em um vermelho vinho, sem brilho.

Alex – Morra... – Disse atravessando a mão livre no peito de Lilith.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Cap 3. Eu tenho duas almas? PARTE 2


Desenho feito pelo Luis Caponi \o sempre ajudando ai com o blog :D. Desculpem a demora pra postar mas tava sem tempo. To postando agora a parte 2, depois ja vai vir os cap 4 e 5. Minha opiniao pessoal é q o cap fico meio tosco =P MAS CABE A VOCES DECIDIREM \o/
A boca e nariz de Ludimila sangraram muito, estava indefesa. Depois de vários socos no rosto, sua adversária lhe deu a chance de falar.

Lilith – Comece falando o que ele queria com você!
Ludimila – Por que todo esse desespero, chifrudinha? Está com ciúmes do irmãozinho ? – Disse rindo, mostrando dentes vermelhos pelo seu próprio sangue.
Lilith – DIGA O QUE ERA AQUELE LIVRO! – gritou após socar Ludimila na face novamente.
Ludimila – Você não deveria estar aqui...
Lilith – Maldita... – Ela não conseguia se segurar, estava sendo tratada como uma criança por seu irmão e aquela maldita Luxuriosa, mesmo com ela sendo surrada. Sem perdão, ela voltou a urrar sua adversária varias e varias vezes.
Ludimila – Ele vai desistir...hehe... ele vai desistir. E no fim, quem vai perder tudo é você.
Lilith – O que você quer dizer?
Ludimila – ‘’Por poder, qualquer coisa’’. Essas são as falas dele. Você deveria estar em casa a essa hora, TALVEZ não seja tarde ainda.

Lilith arregalou os olhos, não sabia o que seu irmão iria fazer, mas iria impedi-lo. Saiu correndo pela porta e desceu as escadas o mais rápido que podia. Enquanto isso, Alex em casa preparava-se para o maior erro da sua vida.

Ele estava no porão. O lugar não tinha mobília alguma, somente duas luzes muito fracas mostravam um chão empoeirado, e paredes de pedra em uma pequena sala 10x10. Algumas marcas podiam ser vistas nas paredes, pareciam ser arranhados. Em cantos, uma crosta vermelho vinho mostrava o que parecia ser sangue seco.
Alex colocou o livro de lado, estava com uma faca em sua cinta e um amuleto prateado que parecia uma estrela de Davi em seu pescoço. Ele puxou a faca da cinta, e a passou suavemente em sua mão, fazendo um corte pequeno mas profundo. Começou a desenhar o mesmo pentagrama da corrente no chão com seu sangue, arrebentou a corrente e ao coloca-la no centro do pentagrama, a mesma pegou fogo.

Alex – ‘’Queime aquilo que mais temo perder, e me de o que mais preciso’’ – Sussurrou em latim.

Ao terminar a frase, a porta do porão se escancarou. Lilith entrou correndo mas seu irmão estava no chão, inconciente. Ela se aproximou dele e ajoelhou-se, agarrou seus ombros com força e começou a sacudi-lo.

Lilith – ACORDA! ALEX!! – Gritava enquanto lagrimas caiam no rosto de seu irmão.

Lilith pegou o livro, e leu a ultima frase. ‘’O ritual acaba, quando o usuário encontrar o que procura’’. Ela olhou para seu irmão sem saber o que fazer ou o que exatamente estava acontecendo, só lhe restava esperar.


Estava escuro, nao sabia onde estava. Parecia estar flutuando, mas estava pisando em algo sólido. Ao dar um passo, milhares de velas presas as paredes a metros de distancia de si acenderam, todas queimavam um fogo de cor negra e davam caminho a uma escada no fim da sala. No chão, diversos ladrilhos preto e branco davam a sala um tom psicodélico.

Alex – Tem alguém ai? – Perguntou, mas tudo que ouviu foi sua voz ecoando na sala e na escada.

Analisou um pouco mais a sala esperando encontrar alguma coisa, mas foi tudo em vão. Só lhe restava seguir até a escada. Andou por alguns minutos que mais pareciam anos. Ao se aproximar da escada, mais velas negras acenderam dando vista a uma escada estreita em espiral. Respirando fundo, começou a descer, de vez em quando pulava alguns degraus com o pensamento de que odiava esperar. Após alguns minutos de mais e mais escadas, chegou em outra sala que, seria idêntica a primeira se não fosse por um tipo de caixa preso a parede no espaço em que devia haver uma escada. Mais velas se acenderam, e cada passo que dava ecoava na sala. Foi se aproximando, não conseguia enxergar detalhes ainda até que uma voz o fez pular de susto.

Voz – Não avance mais Alexander Levhiatan.

Alex se virou bruscamente e ficou boquiaberto com que estava vendo, uma cópia de si mesmo, um outro Alex.

Voz – Não se assuste desse jeito, não faz o nosso estilo. Me chame de Incarna. – Respondeu o outro Alex com uma expressão séria.
Alex – O que é você? – Disse com um aperto no peito, começando a se arrepender de estar ali.
Incarna – Eu deveria aceitar isso como uma ofensa, você aceitaria! – Respondeu em risos, logo após mudar para uma expressão séria.
Incarna – Você não deveria estar aqui, este é um lugar restrito a todos. Até mesmo a você.
Alex – E que lugar seria esse? – Disse analisando tudo a sua volta, mas o que realmente lhe chamava atenção era a caixa presa a parede. Pelo tamanho da mesma, poderia prender ali duas pessoas grandes.
Incarna – Eu sei o que você quer aqui. E o que você quer está nessa sala. – Disse ainda com a expressão seria. Era sua obrigação evitar que o verdadeiro Alex se prejudicasse.
Alex – Está naquela caixa não é? Eu vou abri-la. E você não ouse me impedir. – Estava determinado, porem com medo. Não sabia o que viria. Começou a andar a passos largos mas a voz do seu Incarna o fez parar.
Incarna – Você está mesmo disposto a sacrificar tudo, por poder? Eu sei o que é mais importante para você. E sei que se você abrir aquela caixa, você vai estar jogando tudo fora.
Alex – Eu preciso disso. Mas antes você vai me explicar o que é tudo isso. – Disse virando-se novamente.
Incarna – Isso Alex é a sua consciência. Mesmo demônios ainda possuem um pedaço de sua alma mortal. A única diferença é que nós possuímos um tipo de instinto que nos guia, e esse instinto alimenta nossa alma. Você, precisa corromper as pessoas por prazer carnal, drogas ou outros tipos de vicio. Existem demônios que precisam matar, outros simplesmente demonstrar sua fúria, como sua irmã. Alguns precisam somente acumular poder, mas todos tem uma coisa em comum. Todos possuem uma fraqueza. E a sua fraqueza Alex, você é o único demônio capaz de sentir amor. Assim como é o único capaz de sentir um ódio tão mortal que faria qualquer inimigo tremer de medo. Eu, Alexander sou a parte de você que é consciente, que toma as decisões baseadas na razão.

A fala do Incarna foi interrompida, Alex percebia seus lábios se mexendo mas nenhum som era produzido. Ao virar o rosto, notou que um som muito baixo vinha da caixa ao fim da sala. Uma voz.

Voz – Me ajude.. Por favor... me liberte... ME LIBERTE! – A voz ecoou pela sala como um raio e fez a cabeça de Alex doer. Sentiu como se estivesse sendo fitado por olhos que não estavam ali. Não conseguia respirar, alguma coisa não estava certa.

Incarna – Aquele é o poder que você procura. Isso não é importante, a questão que realmente importa é: O que está dentro daquilo? E... Você está mesmo disposto a sacrificar, o que lhe é mais importante para descobrir?

Não podia falhar ali, o que iria fazer? Abrir a caixa ou ouvir o conselho de seu Incarna e... Desistir.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Cap 3. Eu tenho duas almas? PARTE 1

Demorou mais veio! Essa é a primeira parte pq ele ficou grandinho, acho que todo mundo vai gostar do final saiuhasiuashuasihiasas. Peço desculpas pela falta de detalhes! Mas devo salientar que os lugares por onde eles passaram nesse cap nao serão importantes a historia :D mas mesmo assim ACHO que fiz um bom trabalho ;). Sem mais inrolação, vamos a historia \o.


Cap 3. Eu tenho duas almas?

Lilith se levantou e enrolou seu corpo na coberta cor de vinho, estava meio atordoada ainda. Saiu do quarto e começou a descer as escadas em espirais procurando por seu irmão.

Lilith – Alex, onde você ta?

Desceu mais um lance de escadas e chegou ao térreo. Viu que uma luz estava acesa no escritório. Foi chegando lentamente até a porta e notou que ele falava com alguém ao telefone. Parou na porta e se esforçou para ouvir o que ele dizia.

Alex – Eu sei disso... Mas é importante. Nós precisamos conversar e precisa ser hoje! Nós já perdemos duas jóias!

Ele desligou o celular na cara da pessoa com quem conversava. Lilith bateu a porta e entrou devagar.

Alex – Acordou pelo visto. – Falando secamente.
Lilith – Você está bravo por que eu fui te ajudar? – Falava em um tom de voz fraco, quase triste.
Alex – È claro que sim! Você não tem idéia de quem são aquelas pessoas. Especialmente Diego Cavalera.
Lilith – Então por que você não me conta? – Disse tentando desafiá-lo.
Alex – Você ainda é muito fraca. Não quero você se metendo em encrenca.

Ele foi até a mesa do computador e abriu a primeira gaveta, tirou um caderno marrom que parecia ter já seus cem anos. Foi folheando algumas paginas, Lilith percebeu que ele parou na pagina onde o nome começava com a letra L.

Alex – Eu tenho um assunto a resolver. A casa é sua, mas não saia dela. – Disse abrindo a segunda gaveta e pegando uma chave.

Ele passou por sua irmã que estava com a cabeça baixa, nem mesmo se despediu. Ao passar pela porta ela disse.

Lilith – Eu estava acordada quando você me beijou.

Ele parou por alguns instantes, não sabia se era medo que tomava todo o seu corpo, seus olhos se arregalaram, mas não podiam ser vistos por ela.

Alex – Eu devo me manter forte. – Pensou.

Sem dizer nada ele continuou a andar.Quando Lilith ouviu a porta da frente batendo ela correu até a escrivaninha e pegou o caderno. A primeira coisa que viu foi o nome Ludimila e um endereço do lado. Rua Paraná, 2132, AP 1001.

Lilith – Você devia ser mais cuidadoso com suas coisas ! – Disse sorrindo sarcasticamente.
Lilith – Bom, eu sei que o outro carro está destruído. Mas se ele tirou uma chave daqui então deve ter outros carros na garagem.

Ela tentou abrir uma das gavetas, mas para a sua surpresa elas nem mesmo se mexeram. Puxava com toda a força mas sem sucesso.
Lilith – AQUELE INFELIZ! Ele trancou tudo com um feitiço de trava. Sorte que ele não tinha guardado o caderno.

Ela pegou seu celular e ligou para um moto taxi. Saiu correndo para o quarto para se trocar. Vestiu uma calça jeans preta e um top preto também. Abriu o guarda roupa do seu irmão tirando um de seus casacos e o pegou. Alguns minutos e o taxi havia chegado. Ela saiu pelo enorme terreno e lhe falou o endereço. A rua estava um caos na cidade, vários carros parados em postos de gasolina ou mesmo no meio da rua com musicas altas e pessoas bebendo e dançando.

Alex – Ninguém trabalha nessa cidade? – Perguntou baixinho a si mesma.

Após alguns minutos, havia chegado ao endereço. Um enorme prédio azul marinho com detalhes em branco que pareciam cobras descendo por ele. Ela saiu da moto e pagou o homem.

Lilith – Não posso ser vista entrando.

Ela andou alguns metros, e simplesmente se encostou em umas das paredes que protegiam o prédio. Concentrou-se por alguns segundos. E como se a parede não estivesse ali, ela simplesmente a atravessou! O pátio era enorme, o caminho que dava a porta central tinha um enorme tapete avermelhado, em volta muita grava dava espaço a um jardim que seria belo, se todas as plantas não estivessem mortas. Uma porta de ferro a sua direita trazia uma placa com a palavra ESCADA.

Lilith – Acho que é mais seguro.

Ela abriu a porta de ferro e subiu até o primeiro andar, cada corredor tinha entrada para quatro enormes portas de madeira, acima de cada uma delas havia um numero. 101, 102, 103 e 104.

Lilith – Só o que me falta ser no décimo andar. – Disse ficando estressada.

Ela subiu de andar em andar, até chegar ao décimo onde estava o AP 1001. Mal colocou os pés no corredor e já podia ouvir a conversa. Duas vozes conhecidas.

Alex – Eu preciso dar um jeito nisso.
Ludimila – E o que você espera que eu faça?
Alex – VOCÊ trabalha diretamente para ELE! – Uma raiva estava prestes a tomar seu corpo.
Ludimila – Exatamente, isso significa não dividir informações importantes!
Alex – Você sabe de informações importantes sobre o meu plano, tenho todo o direito de ter esse favor retribuído.
Ludimila – É... – Disse abaixando o tom de voz.

Lilith foi se aproximando da porta.

Ludimila – Pegue este livro, mas tome muito cuidado. O poder que reside dentro dele é uma coisa que você não pode controlar. E principalmente uma coisa que demônios como você não deveriam mexer.

Alex – Por poder? Qualquer coisa. – Disse em tom sarcástico.

Sua irma ouviu o barulho de uma chave rodando para abrir a porta.

Lilith – Merda! – disse olhando para os lados procurando uma solução
Lilith – O Alex odeia esperar, ele não vai querer usar o elevador.

Ela saiu correndo para as escadas e subiu mais um lance onde não podia ser vista. Alguns segundos depois a porta de ferro bateu. Ela se sentiu segura para descer. Voltou ao corredor e bateu na porta do AP 1001. A porta se abriu lentamente.

Ludimila – Alex o que voc... – Dizia antes de ser interrompida por um murro na face.

Ludimila recuou alguns passos batendo em uma mesa de mármore que estava atrás dela. O apartamento não era grande, logo na entrada uma enorme mesa de mármore para quatro pessoa ocupava praticamente todo o espaço em que seria a sala, uma porta ao lado da entrada dava espaço para uma pequena cozinha onde havia uma geladeira acinzentada e nada mais, nem mesmo um fogão. A frente, outra porta dava para um corredor onde pareciam ser os quartos, mas nada podia ser visto dali. Pinturas estavam pinduradas em todo o lugar, não dando espaço para TV ou aparelhos. Nem mesmo armários. Somente pinturas de pessoas nuas tanto homens quanto mulheres.

Lilith – SUA MALDITA! VOCÊ VAI ME DIZER TUDO O QUE VOCÊ SABE! – gritou ela agarrando Ludimila pela camisa e pela cintura, Lilith a ergueu sobre a cabeça e jogou em cima da mesa de mármore logo a sua frente, as pernas da mesa se dobraram e quebraram, uma dela rolou e bateu na porta fazendo com que a mesma se fechasse.

Lilith montou em cima de sua adversário e começou a socar a face da mesma.

TO BE CONTINUE

domingo, 13 de setembro de 2009

Capitulo II. Um passo de volta ao passado

Bom primeiro quero agradecer a todo mundo que anda acompanhando o blog. Segundo quero dizer q essa montagem eu peguei ja tem uns 2 anos na net, a atriz base é a Kristin Kreuk, pode até estar com alguns erros mas devo dizer que é exatamente assim que EU imagino a Lilith =X
Bom, pra finalizar, quero dizer que eu tentei ao maximo dar uma detalhada na casa do Alex ao qual vocês vao terq estar bem familiarizados até o final da historia.
Bom, ai vai o capitulo :D Espero que gostem do fight.

Capitulo II. Um passo de volta ao passado.

Mirando suas garras na arma que o adversário carregava, Alex avançou desferindo um ataque direto, seu adversário assustado com a investida recuou um passo e atirou, em vão. Sua arma havia sido cortada ao meio, e seu rosto havia sido ferido pela continuidade do ataque, estava agora ao lado de Alex. Largou a arma e cerrou os punhos, alguma coisa havia mudado nele, como se uma energia estivesse emanando de sua pele pálida. Alex se virou com a intenção de acerta-lo no rosto com a garra, era tarde, com um golpe rápido Diego chutou seu oponente no rim. A principio nada parecia ter acontecido, mas o impacto fora tamanho que Alex voou alguns metros acertando o seu próprio carro amassando completamente a porta do passageiro.
Ao tentar se levantar, foi impedido por outra pancada em seu rosto, amassando ainda mais o carro e fazendo sangue jorrar de sua boca. Chutou seu adversário no peito fazendo-o recuar alguns passos, olhou para a esquerda onde notou uma placa de PARE, segurou o ferro com as duas mãos e o arrancou do chão com um pedaço de pedra e terra junto. Rodando a placa por cima da cabeça esperou o exato momento em que seu inimigo levantou e o acertou no rosto do lado contrario ao da ferida anterior. Um som de ferro se chocando contra ferro ecoou pela rua e Diego caiu novamente rolando por vários metros. Usando a barra sobre a cabeça, Alex pula e tenta acertar Diego com um golpe de misericórdia, e impacto é tão forte que abre uma rachadura na calçada, porem erra seu alvo, Diego em pé, pisa com a perna esquerda na barra e usa a direita para chutar o maxilar do seu inimigo que solta a barra.

Diego – Vamos dar um pequeno vôo! – Disse Diego descendo da barra e segurando Alex pela mandíbula, ele mirou onde estavam Ludimila e Lilith, e usando sua força sobrenatural o arremessou naquela direção.
Alex acertou a parede rachando-a, diversos tijolos caíram sobre ele e alguns sobre Ludimila e Lilith.

Tudo ficou escuro por um instante, estava tudo tão calmo... tão quieto... Até que se tocou do que havia acontecido e abriu os olhos espantados. Seu estava parado.Alex não conseguia mexer os braços, provavelmente quebrados.

Diego – Isso prova o quanto sou superior a você. – Disse arrumando sua roupa e limpando a poeira com uma serenidade que incomodava Alex.

Alex – Maldição... Maldição... – Sussurrava inconformado.

Diego – Diga-me meu caro amigo, quem é aquela pessoa que entrou na minha frente enquanto eu mirava em você? – Enquanto sorria, passou a língua nos lábios como se quisesse que aquilo acontecesse.

Alex – Você acha que sou inferior a você? – Sentia sua alma se corroer por dentro, queria pular no pescoço daquele infeliz e arrancar para si um pedaço.
Diego – Tudo aponta para o sim.
Alex – Por toda a eternidade, minha marca irá lhe atormentar. – Disse em auto e bom tom, como se lhe rogasse uma praga.
Diego – Você está delir... – Dizia ele quando seu sorriso sádico foi quebrado por uma expressão de dor.

A ferida no rosto de Diego começou a queimar, e a abrir como se uma faca continuasse a rasga-la. Fumaça saia das marcas e um liquido verde escorria da pele agora enegrecida de Diego. A dor era tão intensa que não resistiu, ajoelhou-se no chão e contorceu-se, era tudo que podia fazer.

Diego – MALDITO! O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO COMIGO!
Alex – Droga... não consigo me mexer... – Pensou enquanto forçava seus braços.

Estava voltando ao normal, seus dentes e garras recolhiam para dentro de sua pele.

Ludimila – ALEX! MAIS DELES!

Ao olhar para a porta do Hotel Central, viu que os problemas só aumentavam, da gigantesca porta de vidro diversos homens armados corriam em perfeita formação na direção onde estavam. Não poderia se defender contra todos eles.
Ludimila correu até Alex o agarrando por debaixo do braço, ambos correram até onde Lilith havia caído. Ludimila tocou os dois e começou a murmurar palavras em uma língua desconhecida, o ar em volta dela começou a se curvar até formar uma esfera de vácuo, raios avermelhados os rodeavam e com um barulho que mais parecia uma explosão. Eles sumiram.

Estavam de volta ao quarto de Alex, todos caídos em cantos diferentes. Ludimila abriu os olhos e olhou bem o aposento, não acreditava que havia conseguido se teleportar para aquele lugar, nunca havia estado ali. Olhou em volta, a sua frente, uma cadeira de ferro dava suporte a suas roupas, ao seu lado direito uma mesa de cabeceira marrom com varias gavetas e um abajur branco em cima, ao seu lado esquerdo um enorme guarda roupa embutido na parede ocupava boa parte do quarto. Nos cantos das paredes varias caixas de som ligavam-se a uma TV que estava presa a parte mais alta do quarto, bem no centro do mesmo. Logo ao lado da TV, uma porta que provavelmente levava ao banheiro estava entre aberta. Porém de tudo aquilo, o que mais chamava a atenção, era a espada em seu suporte em um canto remoto do quarto. Lembrou-se de tudo, de onde estava, o tiro que havia levado. Mas isso não a incomodava.


Alex – Finalmente acab... LILITH!

Espantado tentou se levantar, conseguindo se apoiar na parede. Sua irmã estava caída alguns metros de si em baixo do suporte de sua espada. Alex sentiu um alivio, até que mesmo desacordada ela tossiu sangue.

Ludimila – Não se mecha! Eu cuido dela.

Ludimila levantou-a e colocou de bruços sobre a cama, com um toque suave nas costas de Lilith, um brilho esverdeado emanava de sua mão. As feridas começaram a fechar lentamente.

Alex – Obrigado...
Ludimila – Não tem problema. Mas eu acho que mereço algumas respostas.
Alex – È justo. – Murmurou abaixando a cabeça, como se sentisse medo do passado.
Ludimila – Eu quero saber que tipos de laços você tem com ela...

Alex fechou os olhos e se concentrou por um instante, energia infernal começava a fluir por todo o seu corpo e seus ferimentos lentamente se curavam. Colocou a mão na testa e respirou fundo.

Alex – Eu e ela, não somos Demônios normais. Apesar de não parecer. Nossas almas foram trazidas ao inferno enquanto ainda éramos crianças, seis ao todo. Alucard era o mais velho. Cuidava de todos os outros, eu era o segundo, Lilith a mais nova de todos.

Alex – Não posso deixar que nada aconteça com ela. – Disse levando as duas mãos a cabeça.
Ludimila – Tudo bem, já chega. Vou deixar você. – Ela deu a volta na enorme cama e foi embora.

Alex olhava para a janela, a lua estava bonita naquela noite. Seu peito estava apertado, apesar de saber que sua irmã não corria riscos, havia uma coisa que ele queria retribuir. Virou-se e debruçou na cama, chegou perto do rosto dela, sua pele era tão linda, seus olhos. Continuou a se aproximar até que seus lábios se tocaram, era tão macio. Muito rapidamente ele se levantou dizendo para si mesmo que não permitiria que aquilo voltasse a acontecer. Mesmo que o sentimento que ficava dentro do seu peito implorasse com todas as forças para que fizesse o contrario. Contornou a cama e saiu do aposento. Lilith estava com os olhos abertos, ela estava acordada naquele momento, mas isso não durou muito, virou seu rosto e caiu em um sono profundo. Dentro da mente dela, lembranças perdidas de um passado distante estavam vindo à tona.


Estava tudo escuro, não havia luz ou som algum. Sentia a mão de alguém em sua boca, forçando para não gritar. Não sabia onde estavam, mas sentia vários tecidos batendo em seu ombro, todos pareciam estar pendurados em cima dela. Esticou a mão e sentiu a sua frente uma porta de madeira com pequenas brechas, tentou abri-la mas a mão que antes segurava sua boca apertou seu pulso com força a impedindo de abrir. Gritos podiam ser ouvidos do outro lado, alguma coisa estava acontecendo. Após alguns minutos na escuridão, os barulhos pararam. De forma brusca o armário se abriu, a luz invadiu o pequeno guarda roupa mostrando uma Lilith com a aparência de doze anos de idade, a sua frente havia uma criatura da qual ela nunca havia visto.
Seu corpo brilhava em um dourado incandescente, diversos pares de asas que mais pareciam tentáculos de água mexiam suavemente no ar, ao olhar para sua mão, Lilith notou uma espada muito parecida com a qual Alex tinha em seu quarto. Aquele ser ergueu a arma apontando-a para Lilith, e com um impulso iria atravessar-lhe o peito. Alguém desconhecido veio de trás dela, e parou na sua frente para receber o ataque. Não conseguia ver quem era, o semblante dourado a ofuscava e tudo que enxergava era uma sombra a sua frente.

Lilith acordou sentando imediatamente na cama, a luz que passava pela fresta da cortina ao seu lado direito batia diretamente em seus olhos.


Lilith – O que foi isso? – Disse olhando para suas próprias mãos que tremiam.

TO BE CONTINUE!


DESCULPEM OS ERROS ASIUHSAUIHSAIUASHUSAI

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Uma pequena distração...

Bom primeiro, agradeço a todos que vem dando dicas xD
Peço desculpas por nao ter detalhado bem o ultimo capitulo, mas achei que ficaria um tanto massivo. Mas como todos querem mais detalhes farei diferente o proximo. Antes de postar o proximo capitulo (nao tem previson xD) eu resolvi seguir a ideia do Gambito... Aqui vai um pequeno textinho que revela algumas coisas da historia. Quebrem a cabeça tentando descobrir o que.

No desespero tudo irá surgir
Na magoa ele vai crescer
No medo ele vai lutar
No amor ele vai se encontrar
Na família laços irão se criar
E o poder o irá quebrar


Quando tudo o mais parecer perdido
Ele irá retornar com a promessa
Mas ser o mesmo para sempre
Talvez nem seja uma coisa simples

Todos devem pagar O Preço do Poder
E com o rei a coroa deve ficar.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Cap I. O Reencontro Part 2

Poucos devem ter prestado atenção, mas no quarto do Alex eu disse q tinha uma espada nao é? Ai em cima ta a foto dela xD espero q gostem. Sem mais demora vamos a segunda parte \o

Cap I Parte 2

Por alguns segundos, ele se sentiu sem ação. Sentia falta daquele passado. Quando tudo parecia estar em um mar de rosas, ele voltou a si. Afastou-se de sua irmã com um passo e deu-lhe um tapa na face. Nada disse, passou pela porta a batendo em seguida. Desceu as escadas e foi até seu escritório no primeiro andar.Era uma pequena sala, duas estantes do lado esquerdo mostravam alguns livros sobre assuntos diversos, no centro, uma escrivaninha marrom com um computador não muito atual em cima, uma poltrona de couro preto estava virada para a janela atrás da mesa. Sentou-se e começou a pensar colocando a mão no rosto.

Não sabia o que estava acontecendo, suas pernas tremiam e seu coração estava apertado. Achava que o passado havia ficado lá, mas não era bem assim. Após a guerra tudo havia mudado.

Um som no computador o fez despertar de seus pensamentos, abriu o e-mail. Respirou fundo e subiu as escadas, ao abrir a porta, viu que sua irmã havia adormecido em sua cama. Com um suspiro de alivio e tristeza, entrou no quarto de forma silenciosa, retirou de seu guarda roupa um casaco negro e uma arma de uma das gavetas.

Alex – Não posso ficar abalado com isso agora... – Murmurou.

Saiu do quarto silenciosamente e começou a descer as escadas apressado. Não havia notado porém, que sua irmã estava acordada e havia escutado o que Alex havia murmurado. Ela olhou pela janela e viu seu irmão saindo com o carro. Queria saber o que estava havendo, desceu para o escritório.

Após vinte minutos rondando a cidade com seu carro, chegou a uma enorme estrutura no centro da cidade. Um prédio de quase trinta andares. Luzes vinham de quase todas as janelas e a musica era ensurdecedora, na entrada, uma mulher o esperava, ele parou o carro e ela rapidamente entrou. Tinha cabelos negro e olhos castanhos, um corpo exuberante e se vestia de forma vulgar.

Alex – Olá Ludimila...
Ludimila – O que foi que aconteceu?
Alex – Por que a pergunta?
Ludimila – Porque você nunca é tão formal.
Alex – Minha irmã voltou...
Ludimila – Ela o que? – Espantou-se.
Alex – È... eu sei a enrascada. O que descobriu?
Ludimila – Você nunca lê os e-mails? Parece que eles conseguiram encontrar uma das jóias e a estão levando ao Hotel Central.
Alex – Então vamos pega-los antes!

Puxou o freio de mão fazendo um cavalinho de pau, pisou fundo no acelerador sabendo o quão importante aquilo seria.

Ludimila – Ei... você não acha que estamos indo despreparados...
Alex – Eu nunca estou despreparado.

Chegaram finalmente ao Hotel Central, tudo parecia calmo. Não havia movimento na rua ou guardas na entrada do prédio, entre o prédio e as casas em volta haviam cruzamentos que atravessavam a quadra e permitiam uma movimentação mais fácil entre as ruas. Ambos saíram do carro e se esconderam atrás de alguns entulhos que estavam jogados ali.

Alex – Já faz alguns dias que estou vigiando esse lugar... Eles sempre entram por aqui, vamos surpreende-los.
Ludimila – Você não dorme não?
Alex – Demônios não dormem. Só os preguiçosos. – Afirmou após uma risada sádica.

Ouviram o som de um carro e se abaixaram, ao prestar mais atenção, uma van preta sem placa parou no cruzamento. Quatro homens vestidos de preto desceram dela, todos eram muito pálidos e magros, suas peles pareciam que brilhavam a luz da lua.

Alex – Quando eu disser... AGORA!

Ambos se levantaram e começaram a descarregar os pentes, dois tiros acertaram o homem que estava mais a frente que caiu quase instantaneamente, dois deles se esconderam atrás de entulhos enquanto o terceiro procurava alguma coisa no bolso do homem caído. Tirou um pequeno saquinho avermelhado com algumas escritas, guardo-o no bolso e se escondeu. Após alguns minutos, o tiroteio cessou.

Alex – Isso foi relativamente fácil.
Ludimila – Isso é estranho demais...

Andaram alguns passos e uma voz os pegou de surpresa.

Capanga – ABAIXARAM A GUARDA IDIOTAS! – Apontando uma arma calibre doze para eles.

Alex em uma velocidade quase sobrenatural ergueu a arma e apertou o gatilho, mas a arma estava sem balas. O capanga que os surpreendeu puxou o gatilho. Mas foi interrompido. Um chute acertou a arma fazendo-a disparar para cima, e logo em seguida um soco fez o homem levantar alguns centímetros no ar e rolar para um canto afastado.

Lilith – Achei que vocês precisariam de ajuda...
Alex – CUIDADO!

Um som de tiro ecoou pela rua silenciosa, Lilith estava espantada, não esperava aquilo, a dor era grande. Sentia o sangue escorrer pelas suas costas, deu alguns passos e caiu aos pés de seu irmão. Ele soltou a arma e ajoelhou.

Alex – Acorda... acorda... Lilith..
Ludimila – Alex... nós temos um problema...

Ao levantar seus olhos, um homem de cabelos loiros arrepiados, usava terno e diversas jóias pelo corpo.

Ludimila – Diego... Cavalera.
Diego – Nunca mande um lacaio fazer o trabalho de um homem... – Disse engatilhando a calibre doze.

Os olhos de Alex começaram a mudar, chamas cresciam dentro dele. Suas mandíbulas cresciam assim como garras brotavam de suas unhas. Ao falar, sua voz ecoou como um trovão na mente de seu adversário.

Alex – NUNCA MANDE UM HOMEM ENFRENTAR UM MONSTRO! – Urrou levantando-se e correndo para cima de sua presa.

CONTINUA!

Espero que gostem xD
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segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Cap I. O Reencontro Part 1


O RETORNO DA IRMÃ!

Cap I. O Reencontro

Ela desceu do ônibus a passos largos carregando diversas malas pesadas de couro preto, não acreditava que estava voltando ali. Seus cabelos pretos brilhavam a luz da lua, seus olhos produziam um tom verde estonteante que fez os homens que desembarcavam junto a ela ficarem abobados.
Estava desapontada, sentia no fundo do coração que não devia estar ali, seu irmão morreu lutando para que ela não retornasse aquele lugar medíocre, uma cidade no interior do Paraná. Pegou o celular e começou a olhar na agenda, até que achou o nome que procurava, Alexander. Discou o numero, após alguns toques alguém atendeu.

Alexander – alo?
Lilith – Alex?
Alexander – Quem é?
Lilith – Sua irmã...
Alexander – O que? Aconteceu alguma coisa?
Lilith – Não... estou na rodoviária da cidade... preciso que venha me buscar...
Alexander – VOCÊ O QUE?
Lilith – Estou esperando... – desligando na cara de seu irmão.

Não devia ter vindo... muitos problemas antigos viriam a tona com isso. Ela cruzou o portão de embarque e desembarque,prestou atenção no estado precário do lugar, lajotas quebradas por todos os cantos, a pintura descascando, uma higiene horrível, parecia que o lugar não havia sido limpo a anos.Andou por alguns metros passando por diversas empresas e chegou ao outro lado da rodoviária. Sentou-se em um banco para esperar. Ao virar seu rosto viu um mendigo, usava vários trapos rasgados um em cima do outro, estava embrulhado em alguns jornais velhos e sujos. O coitado tremia de frio.
Uma buzina a assustou, ao desviar seu olhar viu um carro prateado parado a sua frente, não conseguia distuinguir o modelo, nunca se importou em saber.Um homem abriu a porta, usava uma calça jeans preta, uma camisa sem estampas banca e um tênis. Tinha cabelos loiros e era levemente mais auto que ela. Em seus braços, alguma coisa que mais parecia uma luva vermelho sangue chamava muita atenção.

Lilith – Oi meu amor a quant...
Alex – Entra no carro aqui não é seguro...

Ele nem mesmo a olhou nos olhos. Pegou as malas e enfiou de qualquer jeito no carro e a esperou. Ela entrou e sem colocar o sinto, abaixou a cabeça se segurando para não chorar.Seu irmão arrancou bruscamente com o carro.

Lilith – Sabe, eu vim de muito longe. – Após minutos reunindo coragem para falar.
Alex – Eu sei que veio. Mas não devia. E você sabe por que.
Lilith – Eu soube que você está com problemas. Eu vim para ajudar...
Alex – Eu sei me virar muito bem sozinho. Você é minha irmã e a única coisa que eu quero é a sua segurança.

O carro começou a diminuir a velocidade, ele virou bem no meio de uma quadra, parando a frente de um gigantesco portão de aço. Abriu o vidro e tocou o interfone,varias câmeras se viraram para o carro mostrando um sistema de segurança infalível.Uma voz masculina atendeu.

Interfone – Sim?
Alex – Sou eu.

Após um rangido extremamente irritante, o portão se abriu por completo. Era enorme, somente o caminho para chegar a entrada da casa parecia ter pelo menos cem metros. Logo da porta principal, uma enorme peça de madeira e aço com entalhes extremamente detalhados. Mostrava algumas figuras um tanto quanto grotescas.

Alex – Deixe as malas ai... alguém as levará até seu quarto.
Lilith – Alex por favor... vamos conversar...

Ele não disse nada. Começou a subir as escadas em passos lentos e sua irmã o seguiu. Após algum tempo andando, chegaram a uma exuberante suíte. Uma enorme cama de casal ficava bem no centro do quarto, nas extremidades do quarto era possível ver escritas em uma língua estranha. Só conseguia ler as palavras: Proteção, Saúde, Força.
Em um canto mais remoto do quarto, um suporte negro segurava uma espada Katana que possuía uma longa bainha azul marinho.

Alex – O que você quer conversar ?
Lilith – Eu... eu... quero pedir descul...
Alex – Já foi feito não é? Não adianta mais...
Lilith – Eu soube que você tem passado problemas com Anjos por aqui e que quase foi morto...
Alex – ISSO NÃO TE INTERESSA MULHER! EU JÁ FALEI!
Lilith – Eu... – Seus olhos se encheram de lagrimas.
Lilith – Você se lembra de tudo o que passamos, JUNTOS! – Disse aos berros.
Lilith – Como irmãos... como...
Alex – Isso é passado... e é lá que ele deve ficar. Nada aconteceu entre nós, e nada vai acontecer. È assim que nosso irmão iria querer, que continuássemos o seu legado como uma família.

Ela o ignorou completamente, agarrou-o pelo pescoço e o beijou na boca com toda a força que tinha.

TO BE CONTINUE

Peço desculpas pelos erros de gramatica hehe! ^^'
e agradeço tmb a todos que estão dando apoio ao blog \o
Agradeceria tambem, se após ler cada parte o povo fizer 1 comentario do q achou \o/